Aumentar consumo de peixes, azeite e vegetais reduz risco cardíaco

Você conhece a dieta mediterrânea? Ela é famosa por priorizar a carne branca do peixe, ter como principal óleo o azeite e ainda oferecer grande variedade de vegetais. A longevidade de quem cultiva o cardápio chamou a atenção de especialistas do mundo inteiro, fazendo com que ela fosse associada à saúde do coração. Agora, um dos mais longos trabalhos científicos sobre essa dieta aponta que ela é, de fato, eficaz na prevenção de problemas cardíacos e derrames. O estudo foi publicado ontem (25) no New England Journal of Medicine.

Para a pesquisa, 7.500 espanhóis com idades entre 55 e 80 anos foram monitorados. Eles foram divididos em três grupos: dois deles seguiram uma dieta mediterrânea com quatro colheres de sopa de azeite de oliva ou castanhas e nozes por dia e o terceiro tinha como meta reduzir o consumo de gorduras, carne vermelha e óleo e comer mais pão, batatas, massa, arroz, frutas, vegetais e peixes. Nenhum dos participantes apresentava problemas cardíacos no início do estudo, mas apresentavam alto risco de desenvolver diabetes, sobrepeso, colesterol alto e hipertensão.

Após cinco anos, os pesquisadores descobriram que os grupos que seguiam a dieta mediterrânea apresentaram um risco 30% menor de ter problemas cardiovasculares, como um AVC, do que o terceiro grupo. Vale lembrar que nenhum dos voluntários precisou seguir um cardápio rígido ou foi orientado a contar as calorias ingeridas.

De acordo com um dos responsáveis pelo trabalho, uma dieta saudável é o primeiro "remédio" recomendado para prevenção ou tratamento de qualquer problema, pois não oferece qualquer efeito colateral. Atento a isso, o Hospital do Coração (HCor) em parceria com o Ministério da Saúde tem trabalhado para elaborar menus que evitem doenças cardiovasculares, mas que levem em conta os preços e variedades dos alimentos brasileiros.

Fonte: Minha Vida

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