Como promover uma alimentação saudável para a criança?

Imagem retirada de https://www.bigmae.com/alimentacao-saudavel-da-crianca/
Imagem retirada de https://www.bigmae.com/alimentacao-saudavel-da-crianca/

A mãe que tem dúvidas ou deseja estabelecer um saudável programa alimentar para o filho nos dois primeiros anos de vida, pode basear-se no manual elaborado pelo Ministério da Saúde para este fim.

Denominado Dez passos para uma alimentação saudável, a primeira recomendação do manual obviamente é sobre a primeira alimentação que recebemos na vida, o leite materno. Ele garante a alimentação do bebê até seis meses, sem necessidade de outro complemento, incluindo até a água.

A partir dos seis meses outros alimentos devem ser ingeridos gradualmente, como cereais, tubérculos, carnes, frutas e legumes três vezes ao dia caso a amamentação continue. Se o desmame ocorrer, o bebê pode fazer até cinco refeições por dia. Os alimentos não precisam ser dados rigorosamente no mesmo horário, dependerá mais da vontade da criança. Devem inicialmente ter a consistência de papinhas até chegar a alimentação ingerida pela família.

A mãe ou cuidadora da criança não pode esquecer de promover a variedade de alimentos, estimulando o consumo diário de frutas, verduras e legumes. As guloseimas devem ser evitadas nos dois primeiros anos de vida. Manter a criança longe de alimentos açucarados, enlatados, gordurosos, sem nutrientes formará hábitos melhores para o futuro.
 
Crianças de até 12 anos sem refrigerantes na escola
As empresas Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil informaram que crianças de até 12 anos não fornecerão mais refrigerantes como opção para as escolas, a partir do segundo semestre. Para esta faixa etária, de acordo com um informe assinado pela três fabricantes, só serão comercializados água mineral, água de coco, sucos com 100% de fruto e bebidas lácteas.

A mudança na oferta dos produtos tem como base as diretrizes de associações internacionais de bebidas e vale para as instituições que compram direto dos fabricantes e para distribuidores. Para os varejistas que adquirem os produtos em outros pontos de venda, as empresas farão uma ação de conscientização dos comerciantes.

Para evitar que crianças e jovens continuem consumindo refrigerantes no lugar de ingerirem bebidas mais saudáveis, é preciso uma conscientização dos alunos, pais e responsáveis sobre as doenças que o consumo dessas bebidas pode acarretar, como a obesidade e a síndrome metabólica.

Método de deixar bebê comer alimentos sólidos ao invés de papinhas se espalha pelo mundo
Será que a papinha dos bebês está com os dias contados? Se depender do método Baby-Lee Weaning, Desmame guiado pelo bebê em português, sim. Também conhecido por BLW, o método, criado pela britânica Gill Rapleu, agente de saúde e autora do livro Desmame Guiado pelo Bebê, Ajudando seu Filho a Amar a Boa Comida. O objetivo é dar liberdade ao bebê para escolher o que desejam comer.

Como? Permitindo que, a partir dos seis meses, ele sente à mesa com a família e escolha o que deseja comer. Os alimentos, claro, devem ser dados em pedaços. Muitas mamães mundo à fora estão aprovando o método, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a partir dos seis meses a introdução alimentar seja feita em forma de papinhas e com alimentos que complementem a nutrição realizada com leite materno, que deve continuar.

No método BLW deve-se oferecer opções de alimentos saudáveis, como por exemplo, cenoura e brócolis cozidos. A criança deve ter liberdade de experimentar, mas jamais ser obrigada a comer. Nem deve ser apressada e nem ir para mesa quando estiver com muita fome ou irritada.

No início o bebê brincará mais com a comida, mas com o tempo começará a optar por alimentos de sua preferência. E terá sua autonomia estimulada desde cedo. Além de maior prazer e interação com os pais na hora das refeições.

Quando a criança pode começar a consumir açúcar?
Uma dúvida que costuma assaltar as mães, principalmente as que tiveram o primeiro filho, é o momento em que o açúcar deve ser inserido na alimentação da criança. Segundo a cartilha do Ministério da Saúde, “Dez passos para a alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de dois anos”, até dois anos de idade a criança não deve consumir nenhum tipo de açúcar.

Depois dessa idade já fica difícil restringir o açúcar para os pequenos. Mas os pais devem estar cientes que de o excesso do consumo não provoca apenas risco de obesidade. Açúcar pode se tornar um vício e causar dependência, já que as pessoas apresentam perfis metabólicos diferenciados.

O açúcar está presente em todas as frutas e vegetais que até a idade de dois anos fazem parte da dieta infantil. Mas, o açúcar livre, presente em bolos, massas, refrigerantes, doces, sucos de frutas concentrados, ou seja, o que é acrescentado ao alimento pelo fabricante, não deve ser consumido em excesso.

Tanto é que a Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que há comprovação de que o consumo de açúcar livre, quando é feito dentro dos limites, ou seja, 10% abaixo do consumo diário de energia, não só diminuiu o risco de sobrepeso, como também o risco da obesidade e de adquirir cáries.

No início deste ano foi publicado um novo guia pela OMS, que recomenda que o consumo de açúcar livre entre crianças e adultos seja menor do que 10%. Se o consumo for abaixo de 5% – aproximadamente 25 gramas ou 6 colheres de chá diárias, a saúde da população será beneficiada. Um refrigerante possui aproximadamente 15 gramas de açúcar, 5 a mais do que o limite recomendado.

As crianças podem estar consumindo açúcar em excesso através dos refrigerantes
Crianças e jovens estão consumindo uma grande quantidade de açúcar. E esse excesso pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas. Os maiores vilões responsáveis por essa quantidade excessiva de açúcar consumido são os refrigerantes.
A quantidade de açúcar não deve ultrapassar a de seis colheres de chá por dia, o que equivale a 100 calorias. Isso na faixa etária de dois a 18 anos. Açúcar jamais deve ser dado aos bebês.

A recomendação foi feita recentemente pela Associação Americana do Coração (AHA, sigla em inglês) e publicada no periódico científico “Circulation”. Ela foi baseada na revisão de diversos estudos sobre o consumo de açúcar e seus efeitos na saúde das crianças e jovens.

No entendimento dos cientistas, açúcar tanto pode ser o normal, como a frutose, ou o mel que é usado no processamento ou preparação de alimentos ou bebidas. A partir de 2018 a indústria alimentícia dos EUA será obrigada a informar, nos rótulos, as quantidades de açúcar que existe em seus produtos, com o objetivo de ajudar a cumprir as novas recomendações sobre o alimento.

Ainda assim é importante que pais e educadores comecem a observar esse aspecto na alimentação de crianças e jovens e revisar seus hábitos alimentares. A melhor maneira de rever e mudar um hábito prejudicial à saúde é através da conscientização. Ela ajudará na prevenção de doenças futuras.

Obesidade infantil já virou epidemia global
Se o seu filho está obeso, saiba que a doença já é tratada como epidemia global, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), que é realizada pelo Instituto da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE), junto com o Ministério da Saúde.

Dieta inadequada e falta de atividade física são os principais responsáveis pelo preocupante quadro. Diabetes, hipertensão e colesterol alto também contribuem para a obesidade infantil. Outro fator é o fato da criança passar muitas horas diante da televisão, quando a Academia Americana de

Pediatria recomenda que o tempo seja apenas de uma hora por dia para crianças de ambos os sexos na faixa etária de 2 a 5 anos.

Como exercitar crianças nesse período de idade? O exemplo deve começar pelos pais, não só em relação a prática de exercício, como desenvolver hábitos de uma alimentação balanceada e saudável.

Em primeiro lugar os pais devem se conscientizar que não devem passar tantas horas diante da televisão ou celular e nem permitir que os filhos criem esse hábito.

Caminhar em parques e praças ao lado dos filhos pode ser uma atividade muito prazerosa nessa fase, como também ensinar os pequenos a andar de bicicleta, jogar bola com eles e resgatar atividades do tempo de criança, como pular amarelinha, brincar de esconde-esconde, entre outras.

É importante, desde cedo, desenvolver nas crianças a conscientização que a atividade física é um momento de prazer, de diversão e não uma obrigação. Brincar com outras crianças em locais de lazer também pode ser uma maneira de manter a obesidade distante da vida dos pequenos.

Unicef: Nutrição deficiente causa danos mentais e físicos irreversíveis
Apenas uma em cada seis crianças com menos de dois anos recebe alimentos em quantidade e diversidade suficientes para a sua idade, o que deixa as restantes em risco de danos físicos e mentais irreversíveis.

A conclusão é de um relatório da agência das Nações Unidas para a infância. “Os bebés e as crianças pequenas têm maior necessidade de nutrientes do que em qualquer outra fase da vida. Mas milhões de crianças pequenas não desenvolvem todo o seu potencial físico e intelectual porque recebem pouca comida e demasiado tarde”, disse France Begin, conselheira sénior para os assuntos de Nutrição da Unicef, citada num comunicado da organização.

A responsável alerta que “uma nutrição deficiente numa idade tão tenra causa danos mentais e físicos irreversíveis”. Intitulado “Desde a primeira hora de vida”, o relatório agora divulgado revela um mundo onde uma dieta saudável está fora do alcance da maioria. Os dados da Unicef mostram que a introdução tardia de alimentos sólidos, o número reduzido de refeições e a falta de variedade de alimentos são práticas generalizadas no mundo, privando as crianças de nutrientes essenciais quando o cérebro, os ossos e o físico deles mais precisam.

Fonte: marcioatalla.uol.com.br

qrc:///tray_popup/win/index.html#