Controlar pressão arterial, glicemia e colesterol reduz risco cardíaco em pessoas com obesidade

As pessoas com obesidade ou sobrepeso podem reduzir seu risco de doenças cardiovasculares e AVC pela metade se mantiverem a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue controlados. É o que indica um novo estudo da Harvard School of Public Health, publicado dia 22 de Novembro na revista The Lancet.

Os pesquisadores analisaram 97 estudos que incluíram mais de 1,8 milhões de pessoas em todo o mundo. Eles descobriram que os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue eram responsáveis por metade do aumento do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com sobrepeso e obesidade. E esses mesmos fatores são responsáveis por um risco de AVC aumentado em três quartos. A pressão arterial elevada representava a maior ameaça, sendo responsável por 31% do aumento do risco de doenças cardíacas e 65% do aumento do risco de derrame.

Segundo os autores, essa revisão mostra que uma pessoa com sobrepeso e obesidade pode cortar o seu risco de doenças cardíacas e AVC pela metade se fizer acompanhamento médico para manter esses índices controlados. Dessa forma, é muito importante que seja feito o diagnóstico precoce dessas condições. Entretanto, eles afirmam que essas medidas são parciais e temporárias, pois para garantir um maior controle da saúde é realmente necessária a perda de peso. Além disso, a obesidade aumenta uma série de outros riscos, e como tal deve ser revertida.

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer
Os dados do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Fonte: Minha Vida

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