Especialista ensina como tornar a alimentação mais saudável à base de peixe

A orientação de uma alimentação saudável, com consumo de carnes, sempre indicou o consumo de peixes uma a duas vezes por semana. As pesquisas vêem comprovando os benefícios deste consumo para a saúde. Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston, demonstrou que a ingestão de peixe grelhado ou cozido, consumido de uma a quatro vezes por semana diminui em 27% o risco de infarto em pessoas acima de 65 anos.

Outra pesquisa publicada em 2009 pela revista American Journal of Nutrition, investigou o padrão de consumo de peixe numa população de 15 mil idosos na China, Índia, Cuba, República Dominicana, Venezuela, México e Peru. Segundo a nutricionista Jacira Santos, alimentação naturalista e Dietética chinesa, esse relatório trouxe ótimas notícias para quem consome peixe regularmente.

— Os resultados mostraram que o consumo de peixe está associado a um menor risco de demência, sendo sua principal causa a doença de Alzheimer. O nutriente responsável por esse benefício é o ômega 3, pois ele é um acido graxo, que possui atividade neuroprotetora, antiinflamatória e antioxidantes — ressalta.

A especialista ressalta ainda que uma alimentação rica em peixes privilegia todos os aminoácidos essenciais, aqueles que não são fabricados pelo nosso organismo.

— A maioria dos peixes possui um teor de gordura menor do que de outras carnes, portanto, tem um valor calórico baixo. A proporção entre os ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados são as mais adequadas ao organismo humano. Os peixes com alto teor de gordura são os mais pesquisados e tem comprovado os efeitos benéficos para a saúde — ensina.

:: Cuidados na hora da compra
Jacira destaca que devemos ter cuidado no momento da compra dos peixes, adquirindo-os em locais licenciados.

— Os balcões onde eles ficam acondicionado devem ter monitoramento de temperatura e estar no máximo a 4ºC — diz.

Peixes frescos em filé ou postas: devem ter aspecto brilhante, odor característico e devemos sempre testar a rigidez da carne que deve estar firme, não cedendo à pressão dos dedos.

Peixes inteiros não eviscerado: os olhos devem ter aspecto brilhante, as guelras devem apresentar a coloração vermelho brilhante, odor característico e carne rija.

:: Conservação
Peixes frescos: os peixes antes de serrem colocados na geladeira devem ser lavados em água corrente, secar com um pano ou papel absorvente colocar uma pequena quantidade de sal, dispor em um recipiente de vidro fechado levar à geladeira, até a hora do preparo que não deve ser superior a 24 horas.

Peixes congelados: levar diretamente ao freezer e descongelar na geladeira. Depois de descongelados temperar e preparar.

Salga: método de conservação utilizado no bacalhau e outros peixes é um meio de conservação, onde são preservadas as propriedades nutritivas do peixe.

:: Preparo
Assados, grelhados, ensopados ou ao vapor: são as mais indicadas pois conservam maior quantidade das propriedades nutritivas do peixe e são de fácil digestão.

Fritos: além agregar um valor calóricas maior, ocorre a perda das gorduras saudáveis do peixe, vitaminas e minerais que são perdidos.

Peixes crus; mantém todo valor nutritivo dos peixes, porém tem que haver o cuidado quanto aos aspectos higiênicos de armazenamento, conservação e preparo para garantir a eliminação de possíveis contaminações microbianas ou de parasitas que causam difilobotríase – doença do peixe cru. Populações que utilizam preparações com peixes crus, tradicionalmente empregam condimentos que combatem a contaminação microbiana e de parasitas, estes condimentos são o limão utilizado no cevite (preparação tradicional do Peru) e a raiz forte – wasabi, utilizado pelos orientais. Portanto, além dos cuidados higiênicos é recomendável utilizar os peixes crus como eles são preparados em seus países de origem.

Fonte: Zero Hora

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