Evite o estresse do trânsito com alongamento e relaxamento

Não adianta sofrer. O trânsito das grandes cidades está cada dia pior e mais inevitável. Os fatores de estresse são muitos: aquele motorista que entra à direita ou à esquerda sem sinalizar, a lentidão ou o trânsito parado, os atrasos gerados, o risco de ser assaltado ou perder o carro em uma enchente. "Isso sem falar nas buzinas, que causam uma irritação muito grande", afirmou o psicólogo clínico e consultor Marcelo Giorgis.
Mas se por um lado é impossível abrir mão de andar de carro, começar o dia estressado não é um bom negócio para ninguém. Então qual o segredo para tornar o período dentro do carro menos estressante? "Antes de mais nada devemos entender que estresse é uma reação absolutamente normal nos seres humanos. É um conjunto de reações químicas que prepara o organismo para enfrentar estímulos externos e ou internos e deixa o organismo apto para enfrentar as pressões. Por esse motivo, uma dose dele é absolutamente normal e útil. Quem não tem estresse é planta¿" disse o psicólogo.
A questão é que o estresse no trânsito começa a ficar perigoso para a saúde quando atinge níveis constantemente elevados e vem com sintomas. O segredo é que cada um encontre alternativas para controlá-lo antes que passe do limite aceitável. "Uma boa maneira de tolerá-lo seria não levá-lo tão a sério. Ninguém muda o trânsito. Não há nada que se possa fazer até que ele flua", disse o psicólogo.


Adaptação e paciência
Segundo ele, há duas regras para encarar o martírio diário de maneira saudável: a primeira é tentar se antecipar ao trânsito, saindo um pouco mais cedo de casa, o que evita uma série enorme de transtornos; a segunda é exercitar a paciência. "Entenda e aceite o trânsito como ele é, e não como gostaríamos que ele fosse. Não adianta ficar buzinando ou xingar a pessoa da frente. Nada disso alterará o ritmo do trânsito e, pelo contrário, só aumentará o seu estresse e o dos motoristas perto de você. Somando as duas regras, o nível de estresse cairá muito", afirmou Giorgis.
Aproveitar os longos minutos que se passa dentro do carro também pode ser inteligente. Uma das soluções apresentadas pelo professor Eduardo Okuhara Arruda, da disciplina de Corporeidade e Cultura Brasileira, da Faculdade de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo, é ouvir áudio-livros, de preferência com conteúdo tranquilo, ou gravações de relaxamento. Aprender um idioma no carro, ou praticá-lo, também é uma boa ideia. "Passe o tempo ouvindo suas músicas prediletas ou faça alguns alongamentos para os braços e mãos, e também movimentos lentos em 360 graus com o pescoço. Relaxe", disse Giorgis.

Dores físicas

E além da tensão por estar tanto tempo nas ruas, há os problemas físicos causados pelo excesso de tempo na mesma posição. Para evitar dores, é bom estar atento à postura e tentar amenizar a tensão provocada pelo trânsito com alongamentos simples. "Enquanto se dirige, praticamente todo o peso do corpo é distribuído para a pele que cobre o osso ísqueo, nas nádegas. O assento deve permitir mudanças frequentes de postura, retardando o aparecimento da fadiga e permitindo que você aproveite ainda mais o carro", afirmou Arruda.
De acordo com o profissional, o projeto inadequado de assentos obriga o condutor a adotar posturas erradas e cansativas que, mantidas por um longo tempo, provocam fortes dores localizadas. Almofadas e capas nos bancos também podem ser boa ideia. "A utilização desses recursos é muito pessoal. Trata-se de fazer um teste e observar se existem melhoras", disse.


Confira abaixo quais as dores localizadas no corpo provocadas por posturas inadequadas, segundo o professor Eduardo Okuhara Arruda:
1) Sentado com o encosto muito inclinado: terá dores nos músculos extensores do dorso.
2) Com o assento muito alto: terá dores nas partes inferiores das pernas, joelhos e pés.
3) Se e o assento estiver muito baixo: você sentirá dores no dorso e pescoço.
4) Braços esticados: durante o ajuste do assento em relação à distância dos pedais e volante, evite distâncias; você corre o risco de ficar com dores nos ombros e braços.
5) Empunhaduras inadequadas: fortes dores nos antebraços.

Fonte: http://saude.terra.com.br

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