Vitamina C para coronavírus: entenda qual o impacto na imunidade

Imagem: Banco de Imagens
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Os casos de infectados por coronavírus aumentam dia após dia e, por ser uma doença nova, que ainda não tinha sido identificada em humanos, há muitas dúvidas sobre o assunto. Uma delas é a respeito da vitamina C na prevenção da COVID-19.

De acordo com Fátima Rodrigues Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a vitamina C é um potente antioxidante que contribui para a defesa imunológica, protegendo do estresse oxidativo, promovendo uma barreira contra microorganismos e ainda melhorando as respostas das células da imunidade que eliminam os micróbios.

Portanto, é correto afirmar que, quando há deficiência de vitamina C, pode haver prejuízo da imunidade e maior suscetibilidade a infecções. Mas e no caso do coronavírus, a vitamina C pode ser um aliado? Confira abaixo.

Vitamina C previne do coronavírus?
A vitamina C não é um método de prevenção do COVID-19, visto que não há estudos comprovando sua capacidade de combate ao vírus.

"Em tese, pacientes com problemas de imunidade são mais propensos a terem a doença numa forma mais grave. Por outro lado, estudos demonstram que, nos casos graves, pode ocorrer um excesso na resposta imune, provocando uma grande inflamação nos órgãos na tentativa de eliminar o vírus", explica a diretora da ASBAI.

Dessa forma, os principais métodos de prevenção ainda são:
- Distanciamento social
- Higienização
- Não compartilhar objetos de uso pessoal
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.

Pessoas com doenças cardiovasculares, no sistema digestivo ou respiratório, por exemplo, são grupo de risco para a COVID-19, ou seja, têm mais chances de contrair o vírus. Isso porque, um dos motivos é o fato das doenças citadas comprometerem o sistema imunológico, deixando o paciente mais debilitado e propício à COVID-19.

Como aumentar a imunidade
Segundo a diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Fátima Fernandes, a resposta imune de cada indivíduo é determinada por fatores genéticos e ambientais. Os fatores que podem ajudar a manter um equilíbrio na imunidade são:

Alimentação saudável: incluindo vitaminas e minerais que ajudam na função imunológica. "Entretanto, tomar doses altas de uma vitamina ou mineral, sem ter carência, não vai melhorar seu sistema imune e pode até causar intoxicações e insuficiência renal. Pessoas idosas ou em processos de recuperação de doenças podem apresentar deficiências de vitaminas e minerais, necessitando complementação", explica.

Vacinação: manter as vacinas recomendadas em dia é essencial para reforçar a imunidade. "Isto vale não só para crianças, mas também para adultos e idosos. Muitas infecções graves podem ser evitadas pela vacinação. E também existem estudos que indicam que indivíduos que têm sua vacinação completa podem ter proteção contra outros microorganismos emergentes e, além disso, ajudam na proteção passiva da comunidade (efeito rebanho)", afirma Fátima Fernandes da ASBAI.

Boa higiene: métodos adequados de higiene podem manter germes afastados, evitando que infecções se espalhem para outras pessoas. Lave bem as mãos e cobra nariz e boca ao espirrar ou tossir.

Fonte: Minha Vida, escrita por Raisa Cavalcanti

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